"SEMPRE IMAGINEI QUE O PARAÍSO FOSSE UMA ESPÉCIE DE LIVRARIA".
(Jorge Luís Borges)

sábado, 4 de abril de 2015

O Primeiro Telefonema do Céu - Mitch Albom

O primeiro telefonema do céu - Mitch Albom
2014 - 288 páginas
Editora Arqueiro
***
 
De repente, o celular toca e, na linha, uma pessoa querida (ou não!) que, literalmente, está do lado de lá, ligando para dar notícias sobre a "nova vida" e sobre o quanto é bom viver na luz (lembrei da Caroline, de Poltergeist). Melhor ainda se o "fantasminha camarada", de quem você sempre teve saudade, passa a telefonar toda semana, nos mesmos horários.

Lembra aquela frase, que está sempre pipocando no face, sobre como seria bom se no céu tivesse horário de visitas? É mais ou menos assim que a história se desenrola na pequena cidade de Coldwater, Michigan/EUA, onde sete pessoas, dentre elas, o delegado, começam a receber ligações de entes queridos que já partiram dessa para melhor. Seja do filho, irmã, esposa, mãe, ex-sócio e até ex-funcionário, esses telefonemas, ao serem trazidos a público, causam grande impacto não só na vida daqueles que foram "escolhidos", mas na vida da cidade e do mundo, gerando comoção, protestos, brigas e desconfianças.

Os tais "escolhidos", cada um com sua religião, crença ou falta das duas, cada qual com seus medos, inseguranças e incertezas, viram pessoas abençoadas e passam a ser assediados diuturnamente pela imprensa e pelas outras pessoas, que também buscam o alento para suas dores em telefonemas do céu.

Romaria, trânsito, restaurantes e hotéis lotados, movimentam a cidade. Imóveis e terrenos no cemitério são disputadíssimos por pessoas que querem se mudar para lá e, quem sabe, também se tornarem "escolhidos" por seus mortos.

Em meio a isso  tudo, Sully, um ex-fuzileiro, que ficou viúvo recentemente, tem que lidar com a ansiedade do filho que espera, a todo custo, uma ligação da mãe. Descrente, com a vida alquebrada, vivendo uma situação financeira difícil, ele não medirá esforços para provar que os tais telefonemas não passam de uma farsa.

Mitch Albom coloca o dedo na ferida e aperta fundo, mexendo com a crença das pessoas na vida após a morte, na existência de Deus, na fé inabalável e muitas vezes, cega e capenga, na culpa que muitos carregam e principalmente, na fragilidade do ser humano diante da morte. Faz pensar!

Sinopse: O Primeiro Telefonema do Céu - Como você se sentiria se um dia recebesse uma ligação de alguém que ama muito e que já se foi?

Numa sexta-feira comum, o telefone de Tess Rafferty toca. É sua mãe, Ruth, que morreu quatro anos antes. Em seguida, Jack Sellers e Katherine Yellin recebem ligações semelhantes, do filho e da irmã, também já falecidos.

Nas semanas seguintes, outros habitantes de Coldwater afirmam que estão em contato direto com o além, e que seus interlocutores lhes pediram para espalhar a boa-nova ao maior número possível de pessoas. A mensagem é simples: o céu existe, e é um lugar onde todos são iguais.

Em pouco tempo, correspondentes de diversos meios de comunicação aportam na cidade para transmitir os desdobramentos do fenômeno que pode ser o maior milagre da atualidade. Visitantes do país inteiro começam a surgir, as vendas de telefone disparam e as igrejas se enchem de fiéis.

Apenas uma pessoa desconfia da história: Sully Harding, ex-piloto das Forças Armadas. Após quase morrer num desastre aéreo, perder a mulher e cumprir pena por um crime que não cometeu, ele não acredita num mundo melhor, muito menos após a morte. E quando seu filho pequeno começa a esperar uma ligação da mãe morta, ele decide provar que estão todos sendo enganados.

O primeiro telefonema do céu é uma história de mistério e, ao mesmo tempo, uma reflexão sobre o poder da conexão humana. Em uma narrativa que vai tocar sua alma, Mitch Albom prova mais uma vez por que é um dos autores mais queridos da atualidade.

O vôo da libélula - Michel Bussi

O vôo da libélula - Michel Bussi
2015 - 400 páginas
Editora Arqueiro
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Michel Bussi nos brinda com uma fantástica história, daquelas de nos tirar o sossego enquanto não se conhece o final.

Sem muita pretensão, porque não conhecia o autor, resolvi me aventurar por sua narrativa, num sábado a tarde, quando estava por aqui, a toa. Devorei as 400 páginas em algumas horas, saboreando a história, do começo ao fim. Personagens bem construídos, uma trama eletrizante, cheia de possibilidades. 

Um mistério do começo ao fim, num tempo em que a tecnologia não facilitava muito a vida das pessoas. A solução do caso, você pensa o tempo todo, seria fácil com um simples exame de DNA, mas... no tempo em que o avião, que saiu da Turquia para a França transportando centenas de pessoas, bateu em uma montanha nos alpes franco-suíços e somente um bebê sobreviveu, não havia exame de DNA! A decisão sobre quem era a criança, a qual das duas famílias que a reclamavam pertencia, ficou a cargo de fatos, testemunhas, e, indícios e dependendo do princípio do livre convencimento do juízo, o que não foi tarefa fácil.

Crédule Gran Duc (creia! era esse o nome do detetive do livro) nos convence a "crer" na história que ele conta, através de um relatório-diário minucioso sobre os 18 anos que passou investigando para descobrir a identidade do bebê sobrevivente, e que vai sendo lido pelas personagens Lylie e Marc durante toda a narrativa.

O leitor conhece intimamente as personagens, seus pensamentos, medos, incertezas e as peculiaridades de cada personalidade, chegando ao ponto de, em uma página estar detestando uma personagem e na página seguinte passar a gostar da mesma. 

Com um desfecho surpreendente, O vôo da libélula faz com que se queira conhecer outros mistérios de Michel Bussi.

Curiosidade da minha leitura: quando terminei o livro, alguns minutos mais tarde, fomos surpreendidos com uma libélula, toda lépida e faceira, dando rasantes pela cozinha de casa. Mistério! kkkk
Sinopse: O Voo da Libélula - Agraciado com 4 prêmios na França, entre os quais o Prix Maison de la Presse e o Prix du Roman Populaire, O voo da libélula teve seus direitos vendidos para 25 países e ganhará uma adaptação cinematográfica.

Na noite de 23 de dezembro de 1980, um avião cai na fronteira entre a França e a Suíça, deixando apenas uma sobrevivente: uma bebê de 3 meses. Porém, havia duas meninas no voo, e cria-se o embate entre duas famílias, uma rica e uma pobre, pelo reconhecimento da paternidade.

Numa época em que não existiam exames de DNA, o julgamento estende-se por muito tempo, mobilizando todo o país. Seria a menina Lyse-Rose ou Émilie? Mesmo após o veredicto do tribunal, ainda pairam muitas dúvidas sobre o caso, e uma das famílias resolve contratar Crédule Grand-Duc, um detetive particular, para descobrir a verdade.

Dezoito anos depois, destroçado pelo fracasso e no limite entre a loucura e a lucidez, Grand-Duc envia o diário das investigações para a sobrevivente Lylie e decide tirar a própria vida. No momento em que vai puxar o gatilho, o detetive descobre um segredo que muda tudo. Porém, antes que possa revelar a solução do caso, ele é assassinado.

Após ler o diário, Lylie fica transtornada e desaparece, deixando o caderno com seu irmão, que precisará usar toda a sua inteligência para resolver um mistério cheio de camadas e reviravoltas.

Em O voo da libélula, o leitor é guiado pela escrita do detetive enquanto acompanha a angustiada busca de uma garota por sua identidade.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Um mais um - Jojo Moyes






Um mais um

Jojo Moyes
Editora Intrínseca
2015 - 320 páginas




UM MAIS UM = leitura agradável e cativante!


Não há nada mais prazeroso que ser transportado para dentro da estória que se está lendo e, certamente, Jojo Moyes é especialista em nos fazer viajar através de suas palavras.

Assim como os seus outros títulos, que me encantaram, "Um Mais Um" não foi diferente. A narrativa de Jojo Moyes é envolvente, leve, e com pitadas de drama, comédia e romance, sempre na medida certa, sem ser piegas e enfadonha.

Em "Um Mais Um", fui, mais uma vez, transportada para a vida  das personagens e suas estórias e me peguei, muitas vezes, imaginando que os encontraria no portão de casa.

Me encantei com a delicadeza de Tanzie; com a coragem e força de Jess; me preocupei com as inseguranças de Nicky; e torci o tempo todo por Ed. Muitas vezes pensei que também estava viajando com eles, de carona, para a Escócia.

Nota 1000! Tornou-se um dos meus favoritos.

Sinopse: Há dez anos, Jess Thomas ficou grávida e largou a escola para se casar com Marty. Dois anos atrás, Marty saiu de casa e nunca mais voltou. Fazendo faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um pub à noite, Jess mal ganha o suficiente para sustentar a filha Tanzie e o enteado Nicky, que ela cria há oito anos. Jess está muito preocupada com o sensível Nicky, um adolescente gótico e mal-humorado que vive apanhando dos colegas. Já Tanzie, o pequeno gênio da matemática, tem outro problema: ela acabou de receber uma generosa bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de pagar a diferença. Sua única esperança é que a menina vença uma Olimpíada de Matemática que será disputada na Escócia. Mas como eles farão para chegar lá? Enquanto isso, um dos clientes de faxina de Jess, o gênio da computação Ed Nicholls, decide se refugiar em sua casa de praia por causa de uma denúncia de práticas ilegais envolvendo sua empresa. Entre ele e Jess ocorre o que pode ser chamado de ódio à primeira vista. Mas quando Ed fica bêbado no pub em que Jess trabalha, ela faz questão de deixá-lo em casa, em segurança. Em parte agradecido, mas principalmente para escapar da pressão dos advogados, da ex-mulher e da irmã — que insiste em que ele vá visitar o pai doente —, Ed oferece uma carona a Jess, os filhos e o enorme cão da família até a cidade onde acontecerá o torneio.


Outros títulos de Jojo Moyes, publicados no Brasil, pela Editora Intrínseca:

2014 - 384 páginas
Sinopse: durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo a família, a reputação e a vida na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

2013 - 320 páginas
Sinopse: aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.

2012 - 384 páginas
Sinopse: A última carta de amor - Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. Novamente em casa, com o marido, ela tenta sem sucesso recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido — em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado —, Ellie começa a procurar por “B”, e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas de seu próprio relacionamento. Com personagens realísticos complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.

A autora também publicou outros 03 títulos no Brasil, todos pela Editora Bertrand Brasil:

Baía da Esperança
2010 - 392 páginas
A casa das marés
2007 - 476 páginas



Em busca de abrigo
2004 - 434 páginas

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Minhas leituras de janeiro e o desafio literário 2015

Férias: sombra, água fresca e um bom livro. Mais tempo livre significa mais livros lidos. Aproveitei o verão na piscina, mas não deixei os livros de lado. 

Foram cinco os meus companheiros de férias e, claro como água, meus escolhidos foram os policiais. Como boa amante do gênero, escolhi a companhia do norueguês, Jo Nesbo (um dos meus autores preferidos), e dos americanos, John Hart e Maggie Shipstead (os quais não conhecia) e do britânico, Robert Galbraith ou J.K. Rowling, para quem preferir. 

Em ordem cronológica de leitura, os meus livros de janeiro foram: O Leopardo (John Nesbo); Os últimos preparativos (Maggie Shipstead); O último filho (John Hart); O bicho-da-seda (Robert Galbraith) e A estrela do diabo (Jo Nesbo). 


Editora Record
2014 - 602 pgs.
Editora Record
2011 - 420 pgs.

Para Nesbo, muitas estrelas, sempre. Difícil dizer qual deles é o melhor, Gostei muito, de ambos. Harry Hole, o detetive de Nesbo, é, de longe, uma das melhores personagens da literatura policial. 








Amo de paixão a série Harry Potter, mas, confesso, não gostei de J.K. Rowling, nem de Robert Galbraith em tramas policiais, ainda que os livros não sejam ruins, e foram avaliados, todos, com 03 estrelas. O detetive, Cormoram Strike (O chamado do Cuco e O bicho-da-seda), tão sombrio como Hole, nos cativa, mas a trama, nem de longe lembra Potter e não chega perto da narrativa de Nesbo.

O bicho-da-seda - Robert Galbraith
Editora Rocco
464 páginas
2014 


Surpresa mesmo foi a trama muito bem articulada por John Hart, em O último filho. Jhonny Merrimon e o detetive Hunt conseguem nos prender à estória desde a primeira página. Suspense de  tirar o fôlego com um final surpreendente. 

O último filho - John Hart 
Editora Record
476 páginas
2014



Para cumprir o primeiro mês do desafio literário, que foi muito tranquilo, uma vez que o tema era livre, escolhi resenhar o único deles que não era policial e pelo qual tinha grandes expectativas: 


Os últimos preparativos, de Maggie Shipstead.

Editora Record - 336 pags. - 2014

A sensação, depois de ter lido "Os últimos preparativos" foi: "ahn? cadê a estória? acabou"? Não estava preparada para a leitura tediosa que o livro me proporcionou, do começo ao fim.

O livro foi premiado, seus direitos autorais comprados para o cinema por Sofia Copola, esteve na lista de best sellers do New York  Times e foi tratado, pelo The Guardian, como uma comédia de costumes mordaz e inteligente. 

A sinopse promete uma estória interessante e fiquei curiosa para saber o que aconteceria durante os preparativos de uma festa de casamento que reúne todos os familiares e amigos dos noivos em uma ilha. Geralmente, família reunida dá samba, brigas e muitas gargalhadas. Não foi o que aconteceu aqui e, sinceramente, não entendi o prêmio e as boas indicações.

Num final de semana, familiares e amigos estão reunidos em uma ilha para o casamento de Daphne, uma das filhas de Winn. O pai da noiva, estressado, antiquado, e do tipo que dá muito valor para a opinião alheia, colocando seus próprios interesses acima da felicidade da família, está a mil com os últimos preparativos para o evento. Com a responsabilidade de chegar a tempo com o vestido da noiva e ainda preparar um jantar com lagostas para a família do noivo, ele chega a ilha com duas preocupações centrais: sua atração por uma das amigas de infância da filha, que ele julga estar interessadissima por ele; e sua possível admissão no clube de golfe local, frequentado apenas pela "nata", e que já indeferiu o seu pedido várias vezes.

E assim, a estória começa e se arrasta pelas mais de 300 páginas, sem dizer a que veio. Tudo se resume aos detalhes dos preparativos para o casamento e o egocentrismo da personagem principal, Winn, o pai da noiva. 


Enfim, personagens sem graça, chatos, estória insossa. Não gostei. Quem sabe, ficará melhor no cinema.

Avaliado com 01 estrela.

Desafio literário Skoob 2015

"Onde os sonhos começam", Josef Kote, 2012. Albania, EUA.

Há tempos não passo por aqui. Não que tenha deixado de ler, mas me faltava tempo para dar meus pitacos por aqui.

Então, esse ano, a convite de minha amiga Marta, resolvi participar do desafio literário do Skoob 2015.

As regras determinam a leitura e resenha de, ao menos, um livro por mês, de acordo com os temas previamente estabelecidos.

Para quem está curioso e, quem sabe, também queira participar do desafio lendo os temas propostos, posto aqui a lista para o ano todo:


Temas para o desafio:

- Janeiro: novinho em folha (o último livro que você comprou/ganhou/baixou/pegou emprestado)

- Fevereiro: Fantasia

- Março: Escritoras com ‘A’ maiúsculo (um livro escrito por mulher)

- Abril: Pega na mentira! (uma história que envolva mentira, falsidade, enganação)

- Maio: Língua-mãe (livros escritos originalmente em português)

- Junho: Casais (namorados, casados, separados, viúvos, etc)

- Julho: Inverno (histórias que se passem em um lugar frio, capas que remetam ao inverno)

- Agosto: Folclore e Mitologia

- Setembro: Livros banidos

- Outubro: Terror

- Novembro: Finados (personagens que têm que lidar com a morte – já ocorrida ou iminente)

- Dezembro: Ganhadores de prêmios (livros/autores vencedores do Jabuti, Nobel, Pulitzer, etc)


Meu pesadelo certamente será setembro. Vamos ver qual será o livro a me cativar.

Lá vou eu, encarar o desafio!

Cuco - Julia Crouch

Cuco - o primeiro erro foi convidá-la para entrar...
Cuco
Julia Crouch
Ed. Novo Conceito
2012 - 464 pgs.

Polly é a mais antiga amiga de Rose. Então quando ela liga para dar a notícia que seu marido morreu, Rose não pensa duas vezes ao convidá-la para ficar em sua casa. Ela faria qualquer coisa pela amiga; sempre foi assim. Polly sempre foi singular — uma das qualidades que Rose mais admirava nela — e desde o momento em que ela e seus dois filhos chegaram na porta de Rose, fica óbvio que ela não é uma típica viúva. Mas quanto mais Polly fica na casa, mais Rose pensa o quanto a conhece. Ela não consegue parar de pensar, também, se sua presença tem algo a ver com o fato de Rose estar perdendo o controle de sua família e sua casa. Enquanto o mundo de Rose é meticulosamente destruído, uma coisa fica clara: tirar Polly da casa está cada vez mais difícil.

Para quem gosta de um bom suspense, Cuco está aí, aguardando sua leitura. De fato, nunca se sabe o que pode acontecer quando passamos a dividir o nosso teto com outros pessoas, ainda que, nossos melhores amigos. Convivência é algo muito complicado, e por mais amor que exista entre as partes, sempre haverá algo para incomodar, ainda que pequenas manias.

Rose pensava que conhecia sua melhor amiga, Polly, com quem mantinha estreitos laços desde a juventude. Bastou trazê-la para sua casa, e a convivência mostrou que nem tudo é o que parece ser.
 
Só posso dizer que é eletrizante do começo ao fim. Um thriller psicológico, que nos faz parar para analisar se, de fato, estamos enchergando as coisas da maneira certa.

Avaliei com 04 estrelas, no Skoob.
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